sábado, 2 de dezembro de 2017

Reflexão em véspera de eleição


Daqui a poucos dias teremos Eleições. 2018 se aproxima, portanto, não é nada tão medonho quanto se pinta, tão pouco desesperador. Será surpreendente, isto sim, pois assim é que deve ser. Como dito por certo filósofo: "nunca devemos nos acostumar com nada, mas devemos sempre ficar surpreso com tudo." Assim como também nunca teremos certeza de nada ( como quer IBOPE, VEJA e DATA FOLHA) "á não ser a certeza da morte e dos tributos(contas de água, luz, condomínio,etc.)" que nunca falham ao final do mês. Entretanto, não podemos nos indispor uns com os outros por essa ou aquela escolha. O objetivo de muitos candidatos será sempre o mesmo e cabe tão somente á eles julgarem as suas intenções. Ao cidadão e cidadã, cabe o exercício democrático da escolha independente do grau de parentesco, afinidade e até comprometimento que se tenha com o postulante ao cargo político. É claro e muito “claro” que ainda temos um nível de consciência política ainda muito aquém da que idealizamos, pelo menos no meu caso. Ainda vejo muito eleitor iludido com “tapinhas nas costas”, “beijinhos em crianças”, “festas e churrascos” promovidos por certos candidatos, distribuição de uma coisa ou outra, a obrigação de se fazer bandeiraço em semáforos para manter um contrato de trabalho como servidor e tantas outras formas de aliciamento e coerção que, infelizmente, tendo vivido sob e conhecido outras formas de regime político em outros Países, posso compreender a dificuldade de nosso povo em saber como reagir á essa dinâmica política com enredos tão macabros quanto medonhos, cheia de intenções espúrias e interesses escusos e de forma cada vez mais surpreendente como uma marca ou uma vergonhosa mancha já patenteada na cara da sociedade brasileira. A corrupção é notadamente um câncer e as células contaminadas provem de certas organizações de bairros, ruas, filas de bancos, escolas e faculdades, nos balcões de supermercados e instituições onde desde o mais simples ao mais sofisticado cargo ou função, se facilita, se oculta, se vende ou se troca por favores que nunca beneficiam o coletivo mas sim algum interesse em particular. Eu, confessadamente, sou adepto de uma filosofia política que já foi bravamente defendida por um dos maiores, se não o maior, partido político do Brasil. Adotei e procuro praticar essas ações políticas que considero viáveis aqueles que as compreendem e até aqueles que ignoram ou não aceitem. Hoje, por quase 40 anos, ainda persigo os mesmos ideais. Fiel ás minhas convicções. E, devo acrescentar que muitos que me ajudaram a construir essas ideias e filosofias de cunho politico partidário e social nao foram durante esse tempo e nem mais o saõ tanto quanto eu. O fato de não aceitar uma ideia é super louvável, o que não é aceitável é a promiscuidade, a dissimulação e a covardia. "O Homem pode morrer. Nações podem subir e tombar mas os ideais de um Homem não morrem..." É uma excelente prova de que devemos sim ter as nossas próprias idéias e não ser submisso ás ações ou opiniões dos outros. Sempre procurei e procuro não ostentar em meu carro propaganda política, nome de candidato ou sequer de minha agremiação política. Outrossim, nunca neguei a exposição de meus ideais políticos ou minhas tendências político partidárias por constrangimento, vergonha ou covardia. Muito embora já tenha sofrido pressões, discriminações, preconceitos e injurias por isso. E, francamente, muitos ainda sofrem esses dissabores, preconceitos e discriminações em grupos restritos de convivência e até na própria família. Devo ressaltar, contudo, que tudo isso acontecendo comigo é porque não só gosto do diálogo franco, destemido, descompromissado e autentico como gosto também  de compreender ainda mais, até quanto e quando possível, a capacidade do ser humano em reagir, em retrucar, em definir de forma sincera as suas verdadeiras convicções e a noção de conviver com as diferentes linhas que perseguem a trajetória indecifrável da complexidade humana.

Postado por Madson às 11:19

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